segunda-feira, 5 de novembro de 2012

O Naufrago



Vagueio 
pela imensidão do mar 
entre visões fascinantes 
de ondas, entorpecidas

navego, nos escarpados 
de meus pensamentos.
Não sei como chegar 
ao cais seguro 
do teu coração. 
A ilusão de meus desejos 
trai-me!... 
A visão de trevas 
persiste e elude-me 
na incerteza 
deste mar que trilho. 
O Luar, foi-se...
A angustia em mim
permanece.
Queria esquecer -te
mas não consigo.
A tua silhueta no horizonte
provoca-me,
turva-me o olhar. 
Com receio de naufragar.
mantenho, as velas enfunadas 
que na viagem do vento 
me reboque. 
Sinto que perco forças 
para chegar, aquela praia 
onde um dia 
fizemos juras de amor. 
Chama-me! 
Salva-me! 
Alaga-te!
Neste meu mar árduo. 
Sim! 
Eu, te ouvirei e direi 
entre lágrimas e sorrisos
<Estou aqui>

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