sábado, 3 de novembro de 2012

OUTRO LUAR


Pela manhã,
sinto,
o mar
é diferente,
enquanto escuto

absorto
pelo silêncio das marés
que galgam ondas,
num emaranhado de cadeias.
Corro sobre as manhãs,
tépidas,
nevoentas,
entre risos,
lágrimas
e saudades
num tamborilar temperado
pelo eco
de momentos inesquecíveis.
À tarde,
a chuva de setas febris
agita-me.
Relembra-me,num suspiro,
o sorriso dos trovões
que a derrama
e salpica-me
das ausências e dos sonhos
de um amor perdido.
Entre o bramido do mar,
o canto da chuva,
noutro tom,
entra o vento.
Traz pensamentos singulares.
Reparo uma,
tantas vezes,
nos desenhos
que me deixam.
Arrasto-me,
caminho,
sem parar.
À noite,
sobre o manto da vida,
encontro-me com as dúvidas.
Triste
sozinho,
silencioso,´
envolto em palavras inaudíveis,
olho distante,fugidio.
Sorrio
e ilumino-me.
Afago a carícia do luar.
O luar que em seu voo doce e lento,
me acolhe
e apaga as minhas dores.
Devorado pelo cansaço,
adormeço.
Sonho com a chuva caindo,
calmamente,
pingo,
pingo,
pingo.
Nos braços do vento,
viajo por outros mundos.
O céu é colorido.
Sonho feliz.
As estrelas ciciam-me
poemas de amor.
Mergulho
no meu profundo mar.

1 comentário:

  1. Pois será exactamente aqui que eu te começo a "sentir"... também tu sonhas com coisas bonitas, confortáveis, serenas...

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