terça-feira, 9 de outubro de 2012

Perdoa






Perdoa-me, folha seca
se não posso cuidar de ti.
Vim para te amar 
e, até do Amor me perdi.
Guardo em mim 
o aroma do teu beijo. 
Terno beijo... 
Que na memória
de um outono cinza 
balança, balança...
como em despedida, 
num último adeus,
como se fora de mansinho
sem deixar-me uma esperança 
aos olhos meus,
de reviver o teu carinho. 
Porém,
as árvores, agitam-se 
serão breves todo o verde 
que a minha vista alcança
espairecendo-se,
sobre a alvura da madrugada.
O sol fundiu-se.
A folhagem amarelada 
brinca com o vento.
Apenas há, 
nos barrancos retortos.
Gotas!... 
Gotas, que a luz nascente
reflecte na orvalhada da noite. 
Eu absorto e perplexo 
observo. 
Talvez cansado...
cansado,
de tantos propósitos 
mudos e infindos. 
Perdoa...

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