Perdoa-me, folha seca
se não posso cuidar de ti.
Vim para te amar
e, até do Amor me perdi.
Guardo em mim
o aroma do teu beijo.
Terno beijo...
Que na memória
de um outono cinza
balança, balança...
como em despedida,
num último adeus,
como se fora de mansinho
sem deixar-me uma esperança
aos olhos meus,
de reviver o teu carinho.
Porém,
as árvores, agitam-se
serão breves todo o verde
que a minha vista alcança
espairecendo-se,
sobre a alvura da madrugada.
O sol fundiu-se.
A folhagem amarelada
brinca com o vento.
Apenas há,
nos barrancos retortos.
Gotas!...
Gotas, que a luz nascente
reflecte na orvalhada da noite.
Eu absorto e perplexo
observo.
Talvez cansado...
cansado,
de tantos propósitos
mudos e infindos.
Perdoa...
Guardo em mim
o aroma do teu beijo.
Terno beijo...
Que na memória
de um outono cinza
balança, balança...
como em despedida,
num último adeus,
como se fora de mansinho
sem deixar-me uma esperança
aos olhos meus,
de reviver o teu carinho.
Porém,
as árvores, agitam-se
serão breves todo o verde
que a minha vista alcança
espairecendo-se,
sobre a alvura da madrugada.
O sol fundiu-se.
A folhagem amarelada
brinca com o vento.
Apenas há,
nos barrancos retortos.
Gotas!...
Gotas, que a luz nascente
reflecte na orvalhada da noite.
Eu absorto e perplexo
observo.
Talvez cansado...
cansado,
de tantos propósitos
mudos e infindos.
Perdoa...

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