terça-feira, 9 de outubro de 2012

Sombras de Fé





Verdes campos a brotar. 
Paradigmas de flores 
deliciam-me o olhar…
de alma dorida 
(re)vestida em mil cores
(re)feita da passada perdida.
Do alto do monte, sinto 
a brisa refrescante. 
Um rasgo de vento, suave,
fresco e acutilante
bafeja o meu rosto 
cantarolando, rimas de amor
emanando, em composto
de aromas doces,
versos de esperança,
abrindo caminhos 
até ao centro de mim.
O céu, azul pardacento, 
avança, rasgando trilhos
desse novo caminhar.
A minha alma (des)liga 
o meu corpo Levita 
através, de laços raios 
de luz cristalina.
Marcando presença
comungando, do querer. 
mergulhando, na firmeza
de meu pensamento.
Que não se vê…
tal como o vento 
que bafeja o meu rosto
fecundando o meu âmago
de coração que sente 

acredita, na gente.

Fernando Jorge Benevides 09/10/2012

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