terça-feira, 9 de outubro de 2012

Porto de abrigo





Que tal, irmos para 
junto do mar e
simplesmente olhar.
Ver o bater das ondas 
no seu vai e vem, 
chegando à praia 
por vezes 
batendo 
com tanta força
por vezes
batendo 
suavemente 
que nos chega aos pés 
sem pedirmos 
sem sequer 
imaginarmos 
que o vento 
soprando sem pensar
na sua rota constante 
insessante e cansado
batendo, batendo ...
na suavidade das ondas
que se quebram
sem cessar... 
permitindo que o barco 
navegue tranquilo 
rumo ao infinito
esbatendo-se 
num porto 
que tanto buscamos 
encalhado ,às portas
de um rio.

Fernando Jorge Benevides

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