Que tal, irmos para
junto do mar e
simplesmente olhar.
Ver o bater das ondas
no seu vai e vem,
chegando à praia
por vezes
batendo
com tanta força
por vezes
batendo
suavemente
que nos chega aos pés
sem pedirmos
sem sequer
imaginarmos
que o vento
soprando sem pensar
na sua rota constante
insessante e cansado
batendo, batendo ...
na suavidade das ondas
que se quebram
sem cessar...
permitindo que o barco
navegue tranquilo
rumo ao infinito
esbatendo-se
num porto
que tanto buscamos
encalhado ,às portas
de um rio.
Fernando Jorge Benevides

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